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Métodos realizados pelo enfermeiro obstetra no alívio da dor, no trabalho de parto

   O parto é compreendido como um momento único na vida da mulher, o qual jamais será esquecido pela imensa felicidade, no entanto, também pode ser lembrado pela intensa dor.

Alguns estudiosos descrevem que o não esclarecimento a respeito do trabalho de parto, associado ao medo, estresse, tensão, frio, fome, solidão, desamparo social e afetivo, a ignorância com relação ao que está acontecendo, além de estar em ambiente diferente com pessoas desconhecidas, são considerados fatores relevantes que aumentam a percepção dolorosa no parto.

Os Métodos Não Farmacológicos (MNFs) podem auxiliar a parturiente no alívio da dor durante o trabalho de parto, além de promover uma sensação de bem-estar para a mulher, proporcionando-lhe satisfação e diminuindo o stress, tornando assim, o processo do parto menos doloroso e tenso.

Na   assistência   a   parturição, a   Organização   Mundial   de   Saúde (OMS) salienta   que   é fundamental e relevante a abordagem não farmacológica, pois são métodos mais seguros e que auxiliam na redução de intervenções desnecessárias.

Os MNFs mais comumente usados para o alívio da dor durante o trabalho de parto e parto são: o banho de chuveiro ou imersão; a liberdade de deambulação e mudanças de posição; os exercícios de relaxamento; as massagens; o uso da bola suíça; a permissão da presença de acompanhante e a musicoterapia.

Atualmente, o modelo de assistência obstétrica predominante no Brasil é caracterizado por um alto grau de medicalização e de abuso de práticas invasivas. A realização de métodos não farmacológicos faz com que seja substituído o uso de anestésicos e/ou analgésicos durante o trabalho de parto e parto, tornando esse processo o mais natural possível. O uso dessas estratégias provoca menos efeitos colaterais para a mãe e o bebê, pois são técnicas que não utilizam medicações e propiciam à mulher maior sensação de controle do parto.

O apoio proporcionado pelo enfermeiro obstetra, durante o processo do parto normal é visto como primordial para o alivio da dor, sendo esperadas doses diárias de sensibilidade e paciência, oferecendo suporte emocional e, sobretudo, respeitando a individualidade da parturiente, para assim, o parto se desenvolver em um ambiente confortável e de forma tranquila. Entretanto, o enfermeiro obstetra vem surgindo com uma formação diferenciada, mais humanizada, voltada para o respeito à fisiologia do parto.

Sendo assim, a enfermagem é uma profissão fundamental para a mudança do cenário atual da assistência do processo de parturição no Brasil para um modelo humanizado de assistência à parturiente, fato esse que resultou no reconhecimento do MS a assistência humanizada prestada pelo enfermeiro obstetra nos hospitais públicos. Portanto, faz-se necessário a enfermagem conhecer e aplicar os métodos não farmacológicos considerados como úteis, tanto pelo MS quanto pela OMS para realização de um parto humanizado.

Portanto, a   aplicação   dos   métodos   não   farmacológicos   realizados   por   profissionais capacitados, tem otimizado a assistência ao parto normal, respeitando a mulher em um momento ímpar de sua vida, sendo o parto humanizado o objetivo no cenário atual. Contudo, a implantação de técnicas e equipamentos exerce grande influência sobre a qualidade da assistência ao parto, necessitando da implementação dos serviços que prestam esse atendimento e formação de profissionais capacitados para o pleno exercício das funções relativas à assistência ao parto em nosso país. Espera-se a realização demais estudos sobre a temática, para que a aplicabilidade dos métodos não farmacológicos ocorra com maior frequência.

 Rev Cient Esc Est Saúde Pública Goiás“Cândido Santiago”.2019;5(2):Páginas 64-75

Caroline Macedo Camargo¹
Letícya Guimarães Soares Vaz¹
Sílvia Angélica Oliveira ¹
Christina Souto Cavalcante Costa²

1. Especialistas em Enfermagem Obstétrica pelo ITH Pós-Graduação.
2. Orientadora, Enfermeira, Mestre em Ciências Ambientais e Saúde pela PUC-GO, Esp. em Saúde coletivapela UNAERP, Esp. em Docência  Universitária  pela  FIOCRUZ/UFG. Profª  do ITH Pós-Graduação e  Faculdade  Estácio de Sá de Goiás.