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Estratégia de comunicação entre os profissionais de saúde

   Amplamente, debatemos ideias e estratégias para a melhoria na comunicação entre as equipes de saúde, como meio de garantia da segurança do paciente. Ao elaborarmos pilares comunicacionais que sustentam a segurança da assistência na saúde, elencamos algumas atividades que as organizações podem desenvolver para oportunizar a comunicação efetiva entre as equipes, os atores envolvidos no processo de comunicação, e de que maneira este processo é desdobrado dentro da organização.

Discorrendo sobre as principais atividades comunicacionais que as instituições podem desenvolver, podemos estabelecer a importância de se ter muito clara a definição de quem são os clientes da organização, qual serviço é entregue e a identidade organizacional da instituição de saúde. Esses norteadores podem facilitar a condução e a definição de fluxos de comunicação dentro das organizações. Todas estas ações norteadoras, tanto com o público internoquanto externo, devem fazer parte da política de comunicação institucional.

A manutenção de uma padronização de comunicação entre as equipes assistenciais com seus pares, pacientes – familiares e clientes – e fornecedores, contribuiu para a promoção da segurança do paciente de forma gradativa e contínua. Se os atores envolvidos estiverem comprometidos com a política de comunicação instituída e cada área conhecer e praticar os protocolos definidos, teremos melhores garantias quanto à segurança das informações e à continuidade da assistência que está sendo fornecida. Uma das formas de avaliarmos processos como esse pode ser por meio da análise crítica dos indicadores de qualidade e de satisfação dos clientes internos e externos.

Fazendo uma reflexão sobre a comunicação para o cenário assistencial, entende-se que não há como desarticularmos a importância dos registros da equipe multiprofissional em prontuário com a segurança do paciente e a comunicação, estabelecendo-se, assim, um processo-chave nas trocas de plantão entre as equipes, nas transferências do paciente entre unidades internas ou externas, nas situações de emergências e em todos os registros do prontuário.

Com embasamento nas ponderações apresentadas, ressaltamos a importância de estruturar a política de comunicação como estratégia sistematizada, que contemple missão, visão e valores da empresa, e também apresente com clareza quem são seus clientes e fornecedores, para assegurar a proteção da informação e a continuidade da assistência com segurança. Canais comunicacionais bem definidos e alinhados com os objetivos da instituição contribuem para a entrega primorosa da assistência segura.

    Revista Visão Hopitalar – Páginas 16 e 17

 

ANDRÉIA CRISTINA KUSS DE SOUZA
Enfermeira, consultora em Gestão da Qualidade, Acreditação Hospitalar e Auditoria em Saúde. Professora e coordenadora da Pós-Graduação – Master em Qualidade e Acreditação em Saúde no ITH Pós-Graduação. É também diretora-geral da ACKuss Consultoria e Gestão em Saúde.